Primeiro, é importante reconhecer que o medo e a insegurança são sentimentos naturais. Devemos lidar com nossas próprias emoções para poder acolher as emoções das crianças e dos adolescentes. Se necessário, busque apoio de amigos, familiares, profissionais da saúde mental e da escola. Além disso, é essencial buscar informações em fontes confiáveis antes de conversar com os filhos.
É fundamental respeitar os limites da criança e não compartilhar informações além do que ela é capaz de assimilar. Para abordar o assunto, deve-se considerar a demanda da criança ou do adolescente e tratá-lo na mesma proporção. Com crianças menores, deve-se responder às perguntas que elas fizerem, com palavras simples e respeitando a idade. Com adolescentes, deve-se orientá-los para a dimensão do problema e para os pontos de atenção com relação às comunidades, grupos, chats de subcultura extremista e veiculação de violência.
Construa uma relação de segurança com a escola
Para construir uma relação de segurança com a escola, é importante reforçar a ideia de segurança nas interações diárias da criança e informar a escola se a criança estiver com medo ou ansiedade. Por fim, não devemos esconder a realidade da violência nas escolas e orientar os filhos a buscar ajuda sempre que necessário.
Converse sobre discurso de ódio e jogos
Para abordar o discurso de ódio com adolescentes, é importante orientá-los sobre as comunidades extremistas, grupos e chats que podem promovê-lo. No entanto, é necessário ter cuidado para não impor uma postura através de uma “palestra”, mas sim promover um diálogo tranquilo e confiante para que a criança ou adolescente se interesse e participe.
Não ignore o problema
Ignorar o problema não é uma solução, pois a criança ou adolescente provavelmente descobrirá sobre o assunto por outras fontes, que podem não ser confiáveis. Ensine-os a não subestimar informações de colegas e a buscar ajuda de adultos, seja em casa ou na escola, em caso de ameaças à própria vida ou ao bem-estar do grupo.
Rádio Vale do Aço com informações do Jornal o Tempo.