O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou em uma reunião fechada com investidores organizada pela XP em Washington, cuja apresentação foi divulgada nesta quarta-feira, que embora a inflação no Brasil tenha desacelerado em março para 0,71% em relação a 0,84% em fevereiro, as pressões para o aumento dos preços ainda permanecem.
Campos Neto ressaltou que a demanda é relativamente forte e, portanto, o componente de demanda da inflação no Brasil permanece alto.
O presidente do BC explicou que houve uma desaceleração das pressões para a inflação de longo prazo e expectativa de queda de juros entre agosto e novembro, mas a partir de novembro, esse cenário se deteriorou, possivelmente em razão da nova política que seria adotada pelo então presidente eleito Lula, de pôr fim ao limite de gastos públicos. Segundo ele, desde fevereiro o mercado voltou a projetar a redução da Selic.
No entanto, as expectativas de inflação para os horizontes mais longos continuam piorando, conforme as projeções de analistas de mercado captadas pelo último Boletim Focus. Para controlar a inflação de demanda, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a taxa de juros da economia elevada em 13,75%. Campos Neto tem sido alvo de críticas por essa política, inclusive de Lula e aliados petistas e de outros partidos de esquerda.
Rádio Vale do Aço, com informações da Revista Oeste