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Da Redação RVA – Fonte Agência Brasil
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Fumaça de queimadas encobre Manaus Redação RVA
Poluição atmosférica levou à emissão de alertas da Defesa Civil e à suspensão de atividades presenciais em instituições de ensino; autoridades recomendam o uso de máscaras e a redução da exposição ao ar livre.
A cidade de Manaus, capital do Amazonas, amanheceu encoberta por uma densa camada de fumaça em outubro de 2026. A poluição, associada a incêndios e queimadas no estado, provocou uma piora significativa na qualidade do ar e levou as autoridades a emitir alertas sobre os riscos à saúde da população.
De acordo com a Agência Brasil, a concentração de partículas finas conhecidas como PM2,5 chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na manhã de sexta-feira, 9 de outubro. Na noite anterior, a medição havia alcançado 200 µg/m³. Os valores foram classificados como péssimos pelos parâmetros utilizados no monitoramento local.
A fumaça também afetou a rotina dos moradores. A Defesa Civil emitiu alertas de risco severo, enquanto a Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas presenciais na rede municipal em 9 de outubro. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) também adotaram medidas de suspensão ou mudança das atividades presenciais em unidades afetadas.
O material particulado fino, identificado pela sigla PM2,5, é formado por partículas microscópicas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse e dificuldade para respirar, além de agravar doenças respiratórias e cardiovasculares preexistentes.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas estão entre os grupos que exigem atenção especial durante episódios de poluição intensa.
A Defesa Civil orientou os moradores a evitar a exposição à fumaça e utilizar máscaras ao sair de casa. Recomendações de saúde também incluem reduzir atividades físicas ao ar livre, manter a hidratação e procurar atendimento médico em caso de falta de ar ou agravamento dos sintomas.
A concentração de fumaça pode aumentar no fim da tarde, durante a noite e nas primeiras horas da manhã por causa das condições atmosféricas.
Com o resfriamento da superfície após o pôr do sol, o ar próximo ao solo pode ficar mais estável. Em determinadas condições, esse processo dificulta a mistura vertical da atmosfera e reduz a dispersão dos poluentes, favorecendo o acúmulo de fumaça nas camadas mais baixas.
O fenômeno não significa necessariamente que todos os incêndios estejam aumentando de intensidade durante a noite. A percepção de maior concentração também pode estar relacionada à circulação do ar e às condições meteorológicas locais.
A combinação de vegetação seca, baixa umidade e temperaturas elevadas favorece a propagação do fogo e dificulta o controle dos incêndios. A fumaça produzida pode ser transportada pelo vento e atingir áreas distantes dos focos de queimada.
Em 11 de outubro, o Metrópoles informou que incêndios florestais continuavam afetando Manaus e outros municípios do Amazonas. A Força Aérea Brasileira mobilizou duas aeronaves KC-390 para apoiar as operações de combate aos incêndios no estado.
As condições climáticas, incluindo períodos de estiagem e temperaturas acima da média, podem ampliar o risco de queimadas. A influência de fenômenos como o El Niño também pode contribuir para condições mais secas em determinadas regiões, embora a intensidade de seus efeitos dependa do período e da área analisada.
Durante períodos de baixa qualidade do ar, algumas medidas podem ajudar a reduzir a exposição:
A população deve acompanhar os comunicados da Defesa Civil e das autoridades de saúde para verificar a evolução da qualidade do ar e as orientações válidas para cada localidade.
A situação em Manaus reforça a dimensão dos impactos das queimadas sobre o meio ambiente, a saúde pública e a rotina das comunidades amazônicas.
Jornalismo da Rádio Vale do Aço — A estação da Família Cristã!

Fernando Túlio
Jornalista DRT nº 024171/MG
Written by: Redação RVA
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