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Da Redação RVA – Fonte IBGE
A Bahia continua diante de um dos maiores desafios educacionais do Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua Educação 2025), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que aproximadamente 1,1 milhão de baianos com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever.
O número coloca a Bahia na primeira posição do ranking nacional em quantidade absoluta de analfabetos e faz do estado a única unidade da Federação a ultrapassar a marca de 1 milhão de pessoas nessa condição.
O cenário chama ainda mais atenção quando comparado aos indicadores nacionais. Enquanto o Brasil registrou 8,4 milhões de analfabetos e uma taxa de 4,9% em 2025, a Bahia apresentou taxa de 9,5%, praticamente o dobro da média brasileira.

Os números revelam uma realidade ainda mais preocupante entre a população com 60 anos ou mais.
Dos aproximadamente 1,1 milhão de analfabetos baianos, 718 mil têm 60 anos ou mais, representando cerca de 62,7% do total.
Nessa faixa etária, a taxa de analfabetismo chega a 28,5% na Bahia, enquanto a média nacional é de 13,8%.
Também há uma diferença expressiva entre a Bahia e o Brasil quando considerada a população com 25 anos ou mais: o índice baiano chega a 11,6%, contra 5,8% no país.
Enquanto o Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica, com 4,9%, a Bahia permaneceu em 9,5%.
Ceará e Pernambuco aparecem logo atrás
Em números absolutos, o Ceará aparece na segunda posição, com aproximadamente 823 mil analfabetos, seguido por Pernambuco, com cerca de 763 mil.
A concentração do problema no Nordeste reforça a necessidade de políticas educacionais capazes de enfrentar desigualdades históricas, especialmente entre adultos e idosos que não tiveram acesso adequado à alfabetização durante a infância.
O atual governador da Bahia é Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele assumiu o governo estadual em janeiro de 2023, após vencer as eleições de 2022. Antes de chegar ao Palácio de Ondina, Rodrigues foi secretário estadual de Desenvolvimento Rural e secretário de Educação durante os governos de Rui Costa.
A informação é relevante para o debate público porque educação e alfabetização estão entre as áreas que exigem planejamento de longo prazo, acompanhamento de resultados e prestação de contas à sociedade.
O analfabetismo não representa simplesmente uma porcentagem em uma tabela.
Por trás de cada número existe uma pessoa que pode enfrentar dificuldades para ler uma receita médica, compreender um contrato, utilizar serviços bancários, acessar informações, procurar emprego ou exercer plenamente seus direitos como cidadão.
A alfabetização também está diretamente relacionada à autonomia, à inclusão social e à capacidade de participação na vida econômica e política.
Por isso, mais importante do que comemorar pequenas variações positivas de um ano para outro é perguntar: o ritmo da transformação é suficiente diante do tamanho do problema?
Os dados do IBGE devem servir como um alerta para toda a sociedade brasileira e, principalmente, para os responsáveis pela formulação e execução das políticas públicas.
É verdade que houve redução no número de analfabetos na Bahia. Entretanto, ter mais de 1 milhão de pessoas com 15 anos ou mais sem saber ler e escrever continua sendo um resultado que merece cobrança pública.
O governo baiano precisa ser cobrado por metas claras, investimentos eficientes, programas de alfabetização de jovens e adultos e mecanismos capazes de demonstrar à população se as políticas implementadas estão, de fato, produzindo resultados proporcionais ao tamanho do desafio.
A educação não deveria ser utilizada apenas como discurso político ou como peça de propaganda. Ela precisa ser medida pelos resultados concretos alcançados na vida das pessoas.
A aproximação do período eleitoral torna ainda mais importante que o cidadão acompanhe os indicadores do estado, conheça as propostas dos candidatos e avalie o histórico das administrações.
Entendemos que o eleitor deve observar os resultados concretos das políticas públicas antes de decidir seu voto, especialmente em áreas fundamentais como educação, saúde, segurança e geração de oportunidades.
Não se trata de indicar ao cidadão em quem votar, mas de defender que cada eleitor faça uma escolha consciente, analisando números, propostas, resultados e responsabilidades.
A alfabetização de mais de 1 milhão de baianos não pode ser tratada como um problema permanente e inevitável. Cada pessoa que aprende a ler e escrever representa uma vida com mais autonomia, dignidade e possibilidades.
E esse deveria ser um compromisso permanente de qualquer governo, independentemente de partido ou ideologia.
Jornalismo da Rádio Vale do Aço — A Rádio da Família Cristã!

Fernando Túlio
Jornalista DRT nº 024171/MG
Written by: Redação RVA
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Giro de Notícias, edição Vale do Aço. Oferecimento, Tudo Bom, Salão Linda Ipatinga e Reforçar. Da Redação RVA - Fonte PMT Nesta sexta-feira (14), o auditório da Prefeitura de Timóteo recebeu o Seminário Agosto Lilás, reunindo profissionais da assistência social, saúde, segurança pública, representantes de instituições parceiras, estudantes e comunidade em geral em uma tarde de mobilização contra a violência doméstica e familiar. Programação A programação teve com a apresentação
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